Monday, March 25, 2002

VOLTEI!........ ou não.....ah!, sei lá

Monday, February 18, 2002

Após muito tempo sem escrever (de novo, fazer o quê?) decidi me pronunciar apenas sobre um assunto: amanhã, dia 19.02.02, vai sair o primeiro número do novo formato do antigo Pasquim. O projeto de ressuscitar o velho periódico que desafiava a ditudaura imposta em 64 e que chegava a 200mil exemplares vendidos em plena censura e AI-5 é de Ziraldo, um dos fundadores da revista. Porém, ele não vai contar com muitos escritores e cartunistas da primeira fase, como Jaguar e Chico Caruso. Dizem eles que é até uma afrontar ressuscitar o Pasquim já que a rotina brasileira virou uma piada explícita. Que é isso senhores? Um de quem eu vou sentir falta (não que tenha vivido naquela época, mas já li vários Pasquim's) vai ser do Henfil (irmão de Betinho), cartunista, criador do capitão Zeferino; bode Orelano; aquele frade cujo nome me escapa à memória; Ubaldo, o paranóico e a Graúna (seu melhor cartum), cuja foto ilustra esta humilde página, além de outros. Pra quem não sabe, Henfil morreu de AIDS (88), decorrente das tranfusões que fazia por causa da hemofilia, mesma doença que acometeu seus dois irmãos (Betinho, o sociólogo e Chico, tb. cartunista e escritor) e os matou.
Enfim, espero que Ziraldo tenha mais sorte com o Pasquim 21 (novo nome), diferentemente de quando lançou a revista Bundas, que não teve tanta aceitação e "morreu" um ano depois de lançada. Só resta achar outro nome pro site e pro zine (cuja edição não demorará para sair), por respeito à essa grande publicação.

Thursday, January 17, 2002

Para quem achava que estávamos mortos, sinto decepcioná-los: apenas estávamos hibernando um pouco. Sabe como é né? Festas de final de ano, férias na escola, férias coletivas no trabalho, vestibulares, enfim, todos os contratempos imagináveis que me impediram de escrever aqui no meu amado blog (junte a tudo isso uma certa dose de preguiça e completa inanição mental, que vergonha!). Bom, mas estou de volta. Pelo menos eu né! O Zer0left vai ficar longe mais uns tempos: fez uma operação para retirada de tumor na garganta (sinistro! e os pontos ficaram uma belezura, precisa de ver) e agora tá trabalhando num antro de internérdicos que ficam a madrugada (e a manhã e a noite) inteira jogando Counter Strike.
As prensas também pararam: desde o dia (não me lembro) de dezembro não escrevo nada para o Pasquim. Cogitou-se até fazer um especial de Natal e Ano-Novo, algo mais literário, mais a idéia não vingou. O James Bong até enviou umas receitas com maconha para as ceias de final de ano, mas foi só. Que pena. Espero voltar a ter boas idéias e lançar uma nova edição em breve (se bem que ninguém lê mesmo, não vai fazer muita diferença...) Ah! As receitas eu ponho na próxima edição, tem uma de lasanha que deve ficar maravilhosa...
No mais: tudo igual. Ano vem, ano vai e as coisas continuam a mesma coisa. O mesmo conformismo, as mesmas notícias ruins no jornal, as mesmas programações na televisão, a mesma falta do que se fazer nesta (maldita) cidade. Tá bom, o ano promete. Mas nada acontece se ninguém fizer nada ( o ano prometer não me serve de nada). Como sempre há grandes esperanças. Como sempre há grandes decepções. A única coisa que muda é que nesse ano (e nos próximos) não vamos ter a presença (física) de mais uma grande intérprete e guerreira (sua voz e sinceridade sobressaíam aos seus defeitos). Que pena.
Bom, é isso aí: só passei pra mostrar que ainda estou vivo (e pensante!) e mandar um próspero Ano Novo (tente fazer dele o melhor de sua vida, só depende de você) pra galera.

Be true

Friday, December 14, 2001

Castelos de areia , ilusões , nada mais.

Eu não sei porque, mas tenho esta mania de proteger o mundo inteiro contra os perigos que eu mesmo represento.
Eu não sei porque, mas tenho sempre que lembrar, não posso levar comigo quem espera mais do que eu queira dar.
Eu não sei porque, mas sempre que alguém quer ficar, precisa aceitar os riscos e me provocar.
Eu não sei porque, mas sempre que eu falo sim, nem a eternidade é capaz de me negar.
Eu não sei porque, mas se eu lembro teu nome, não existe mais ninguém em nenhum outro lugar.
Eu não sei porque, mas eu precisava te avisar, a única garantia, é você acreditar. Eu não sei porque, mas estou aqui tentando explicar que hoje eu não tenho nada para oferecer, além de algumas estrelas e um lindo castelo de areia.
Eu não sei porque, mas sempre que faço um castelo na areia vem uma onda e destrói tudo e não sobra nada pra juntar.
Eu não sei porque, mas se não for assim não vale a pena, não perco o teu sono e nem quero te acordar.
Eu não sei porque, e não parece, "mas isso aqui é uma carta de amor".

Não queria q vc destruísse nosso Castelo...A gente ia ser feliz morando nele...

Wednesday, December 12, 2001

Presos criadores do vírus Gone

Quatro adolescentes israelenses foram presos sob a acusação de terem criado e disseminado o vírus Gone. O anúncio da prisão foi feito pela polícia de Israel no final de semana. Os quatro jovens, que têm entre 15 e 16 anos, confessaram seu ato, mas disseram-se arrependidos. Se forem condenados, podem pegar até cinco anos de prisão.

O vírus Gone, que se espalhou com incrível rapidez na semana passada, principalmente em países da Europa, nos EUA e Austrália, é enviado por e-mail com um anexo que se passa por um protetor de tela. Há relatos de 200 mil máquinas infectadas. O vírus também pode infectar computadores através do ICQ e do IRC, e tem a capacidade de desabilitar programas antivírus e firewalls. A polícia chegou até os criadores depois de analisar pistas deixadas pelos jovens no código do vírus, como seus apelidos e o nome do canal de IRC usado por eles.
Hoje faz exatamente três meses que os prédios caíram em Nova York. Faz também mais de dois meses que o Afeganistão tem sido covardemente bombardeado por norte-americanos e amigos ricos. Ninguém, em todo este tempo, viu corpos. Muita gente morreu, mas suas imagens adentraram os meadros da falta de memória e lá permanecem. Será que alguma camera filmou corpos despedaçaados ? Se filmou, a imagem não foi ao ar. E o que houve nos países atingidos ? Os americanos entraram em recessão. Obviamente não foi por causa disto, mas houve gente argumentando que a recessão seria evitada pela reconstrução da cidade. Bullshit. Esta certo que ha muito dinheiro por lá e que a falta de ter onde investir foi um dos pilares desta crise. Muito dinheiro sem destino, emporcalhando cofres de bancos e retardando o crescimento do pais. Crescer ? Será mesmo que os americanos precisam crescer ? Neste ponto, a economia confunde-se com a boa moral católica. Economicamente, é preciso crescer sim. Falta de crescimento gera estagnação e estagnação leva a desemprego, inflação, queda na qualidade de vida. Já a boa moral católica diz que os americanos deveriam pensar mais no próximo do que neles. Que teriam, portanto, que ajudar o próximo. Mas como eles são de origem protestante, a boa moral católica não faz nenhum sentido. Já no Afeganistão, a discussão esta longe de chegar a este ponto. La não ha boa moral católica, tampouco crescimento econômico. La existe a moral muçulmana, que cá entre nós, cheira ate melhor que a protestante. Mas acredito que houve mesmo distorção dos pensamentos contidos no Alcorão quanto a Guerra Santa e não da para martirizar Bin Laden, um assassino de mais de cinco mil pessoas. De qualquer forma, o Afeganistão é um pais devastado. Um pais que vai demorar muito para sair do buraco, se algum dia sair. Torna-se um foco perigoso de conflitos, um lugar inóspito a qualquer ser humano. Será preciso muita cooperação entre a população e os governos estabelecidos para se chegar a um padrão mínimo de vida. A diferença entre Bush e Laden, no fim, é essa: Bush é um assassino ilegítimo, assim como os Estados Unidos. Não da para legitimar todas as mortes cometidas durante os últimos cinquenta anos, seja no Vietnam ou no Afeganistão. Ou na Coréia. Ou na Somália. Ou na Nicarágua. São tantos os lugares que realmente fica difícil legitimar. Ou no Japão. É, é muito difícil. Já Laden cresceu e viu os americanos esmagando seu povo. Neste ponto, ele foi tosco ao derrubar as torres, mas pelo menos houve uma forte justificativa.
Você vê:

O ratinho A é enlouquecidamente apaixonado pela ratinha B há muito tempo, e a Ratinha B nutre sentimentos parecidos pelo ratinho A. Eles passaram bons momentos juntos, mas a ratinha B foi transferida para outro laboratório e conheceu um ratinho E , e a tal paixão enlouquecida foi engavetada, já que ambos os ratinhos A e B são jovens e querem aproveitar a vida.


Resta então ao ratinho A, nosso destemido herói, encontrar a contragosto outras parceiras no laboratório. E logo surge a bela ratinha C, que parece gostar muito do ratinho A, mas toda vez que o ratinho A está com a ratinha C, fica se lembrando da ratinha B. E quando a ratinha C se aninha junto aos pêlos branquinhos do ratinho A para dormirem, nosso inseguro herói cai numa melancolia profunda causada por incontroláveis comparações entre as ratinhas B e C.


O mundo é cruel, pensa o ratinho A, vendo ao seu lado uma bela ratinha incapaz, não por culpa dela, de lhe trazer a tona sentimentos tão gostosos quanto os que trazia com tanta facilidade a ratinha B. Por outro lado, a ratinha C sabe da existência da ratinha B – ainda que não saiba da existência dela agora, na cabeça do ratinho A, enquanto se aninha a suas patas – e sabe que o ratinho A não está ali o tempo inteiro, mas para surpresa do ratinho A, ela suporta isso, o que faz nosso despedaçado herói, pensar que o mundo é cruel de verdade. Não são os ratinhos que são trágicos.


O ratinho A supre silenciosamente também a esperança de encontrar uma ratinha D capaz de fazê-lo esquecer a longínqua ratinha B. E dá-se ao luxo canalha de esperar que logo que tenha sua ratinha D, tanto ratinha B e C encontrem seus ratinhos E, F, G, H, I, J, K, l, etc..., sabendo que a ratinha B se encontra numa posição parecida com a dele.


Mas tudo gira em torno do ratinho A e da ratinha B e a distância que estraga tudo. É por isso que eles não são seres humanos e sim, serem imaginários, fofinhos, vítimas de qualquer um inclusive de si mesmos.
Vejam só que gato eu sou:


Take the What Cat Are You? test by webkin!
Bom pessoas, é o seguinte: amanhã sai o Pasquim Contemporâneo número 05 (HEEEEEEEE). Portanto se alguém, por acaso quiser colaborar, mande até as 08:00 de amanhã (13.12.01) que eu publico.

Recado #1: James Bong, vc não mandou sua colaboração. O que tá acontecendo? Tá fumando muita maconha?

Recado #2: O Fehr!? Manda um e-mail pra mim falando que fez um texto e esquece de anexar o arquivo? Mais atenção, bixo! Nota: ficou legal o texto.

Recado #3: Carolina Reck, de Lages: por favor, reenvie seu pedido de assinatura ou me mande um e-mail, porque seu endereço saiu estranhamente incompleto.(carol.rk.com.br?)

Recado #4: Acho que estou sendo vítima de ameaças de atentados. Algum brincalhão (só posso supor que seja brincaderia, se não for, ainda vou achar muito engraçado) mandou um pedido de assinatura assinado como: "seus dias estão contados". Assustador, não é? O endereço do cara é : "comopizzapelasbordas@lentamente.com". O que me chamou a atenção foi o 'lentamente'...Meio sádico.

Recado #5: Quem mandou essa ameaça não pode esquecer de um detalhe. Tenho vários dados que podem me levar ao terrorista, como dia da visita, hora, modelo do comp, sistema que usa, quantas vezes acessou o site, inclusive o IP da figura. Vários coisas que, com a ajuda de um hacker (como um certo amigo meu) podem descobrir quem fez isso, ou no mínimo, travar seu comp. Fique esperto.HUAHUAHUAHUAHUAHUA (<===risada maléfica huahuahuahua)

Recado #6: Poxa, que legal. Tô recebendo assinaturas de pessoas de Lages e Campinas e, consequentemente fora da região de Jundiaí (DUH!). Eu, que nem sei bem onde fica Lages, olha que ironia....

Tuesday, December 11, 2001

O significado Hacker

Hackers existem desde o final da década de 50. A palavra começou a ser usada na época pelos membros mais entusiastas do Tech Model Rail Club, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seu significado: gente que era capaz de proezas técnicas, de ligar fios e plugar circuitos como ninguém. A cultura subterrânea do computador se apropriou do termo e consagrou-o como sinônimo de programador prodígio. Se você perguntar a gente como Steve Wozniak, criador do Apple, ou Linus Torvalds, pai do Linux, se eles se consideram hackers, é provável que fique surpreso ao ouvir um sim como resposta. Por que, então, tamanha histeria contra os hackers?


A primeira vez que a palavra foi usada como conotação negativa foi em uma reportagem da rede de TV CBS, em 1988, sobre a conferência Hacker. O âncora Dan Rather alertava a audiência para a ameaça dos hackers, como se eles fossem um bando de terroristas prestes a dominar o mundo em uma conspiração para invadir todos os computadores da Terra. Tal fantasia ganhou eco nos romances de ficção cientifica cyberpunk de escritores como William Gibson (autor de Neuromancer, que por sinal, foi o primeiro a cunhar a expressão ciberespaço) ou Bruce Sterling. De uma hora para outra, os hackers se transformaram em bode expiatório de tudo o que a tecnologia pode causar de mau - e que não é pouco.


O real mundo dos hackers revoltou-se. A comunidade hacker até criou um termo para identificar aqueles que usam computadores para violar leis furtar e prejudicar terceiros: crackers. Mas foi em vão. Daí em diante, a imprensa foi incapaz de distinguir em cada artigo crackes de hackers e, a cada dia que passa, a fronteira ética que separa um do outro é ignorada. Pena. Pena porque os principios consagrados pela ética hacker desde a década de 50 parecem cada dia mais atuais e poderiam ser úteis para muita gente que se preocupa como o mundo será no novo milênio.

"EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a..." W. Shakespeare

Monday, December 10, 2001

Este blog anda cheio de vícios, entrelinhas, provocações, abstrações, rimas forçadas e, ultimamente, sugestões para efeitos visuais. a audiência e o interesse cairam tanto que não ganho mais nem de home page Pokémon hospedada no Geocities. qualquer dia desses vou sair, apagar a luz, fechar a porta e deixar a chave pelo lado de fora... todos poderão entrar, mas não vão mais me encontrar. vou deixar somente algumas impressões jogadas pela casa, alguns nomes, amigos, livros e discos que estão a disposição para quem quiser levar. estou pensando seriamente em me mudar para o Rio de Janeiro, Berlim, Paris, Tóquio, Cairo, qual será o melhor lugar? vou ter outro endereço, outro nome, outros caminhos, outras pessoas para tirar do sério. vou levar comigo somente uma estrela que ganhei de presente, alguns sorrisos que recebi por e-mail e outros sortimentos novos, que agora fazem parte da minha bagagem e enchem os bolsos da minha camisa branca. e se eu mudar mesmo, desta vez eu prometo, não vou morar no térreo, talvez no sétimo ou oitavo andar, e assim, se você estiver caminhando por aí, em uma rua qualquer, e alguns pratos de porcelana cairem sobre sua cabeça, já sabe, sou eu, tentando te provocar.

Alguns motivos pelos quais eu odeio indies:
Eles pagam uma nota em roupas novas que parecem saídas de brechó.
Eles demoram horas pra se arrumar para um show ou uma festa e mesmo assim fica parecendo que moram com a vovó e é ela quem os veste e penteia.
Eles tentam ser cool forçando um ar blasé. E não cola.
Eles pensam que moram em Londres.
Eles não têm vergonha do rótulo indie. Pior, ainda se orgulham disso.
Eles só falam de bandas indies, personalidades indies, eventos indies, zines indies etc.
Eles têm todo um "estilo de vida indie" - ou seja: não basta ser indie, tem que participar.
Eles acham que Weezer e Pavement estão entre as melhores bandas do mundo.
Eles choraram no show do Belle & Sebastian.
Eles pagam pau pro Kid Vinil.
Eles veneram rock gaúcho.
Eles acham que indie, guitar e garage são tudo a mesma coisa.
ELES CHAMAM GUITAR DE GUÍTAR!!!!

Ironia: eu adoro Weezer, Pavement e Belle&Sebastian. Adoro blusas de lã "de tiozinho" e gosto do Kid Vinil, por conhecer tantas bandas boas alternativas.
O bom disso tudo: eu não chamo GUITAR de GUÍTAR!!!!!
Conclusão 1: eu não me considero indie
Conclusão 2: eu realmente odeio indies!!!!